16 setembro de 2014 Artigos Nenhum comentário

Por Carolina Rosa Benvenuto

O despertador toca, o indivíduo levanta e se prepara para começar mais um dia. Sai de casa apressado para chegar ao trabalho e lá fica por mais de 10 horas. À noite, no caminho de volta para casa pensa nas tarefas do dia seguinte e no email que se esqueceu de enviar, reclama do trânsito e enfim, quando chega em casa, só pensa em descansar. Mas antes de dormir, o pensamento nas atividades do dia seguinte mina o que ainda resta de sua energia. Ainda tenso, adormece. E no dia seguinte tudo se repete: as tarefas, as angústias e também a inércia. Esta o faz permanecer preso ao modo “piloto automático” e aceitar as situações cotidianas sem compreendê-las, isentando-se assim da responsabilidade de mudá-las.

Para libertá-lo dessa situação que o prende, é necessário que o indivíduo aprenda a pensar de outra forma, quebrando paradigmas e modelos mentais para descobrir sua força interior e do que realmente é capaz.

A compreensão das vivências e a forma como se relaciona com estas, faz com que o indivíduo tome consciência e se responsabilize pelo processo no qual passou, sabendo o que fez e o motivo. Eis a tomada de consciência!

Neste sentido a tomada de consciência está diretamente relacionada à construção do conhecimento, com o domínio do ambiente que compõe a realidade em que o indivíduo vive. Tomar consciência de algo é refletir, compreender e explicar as tarefas necessárias para a realização de uma ação.

A tomada de consciência conduz ao autoconhecimento, essencial para realização pessoal e profissional por desenvolver no indivíduo a capacidade de assumir a responsabilidade pelos atos e reações diante das atitudes do outro e dos fatos do mundo.

As manifestações ocorridas em junho é uma amostra da tomada de consciência dos brasileiros, que demonstraram mudança na mentalidade e a quebra de modelos mentais que os sustentavam como expectadores do cenário político.

A responsabilidade de reagir exigindo sua participação na administração pública e a transparência na utilização dos recursos públicos aplicados nas áreas de saúde e educação, por exemplo, foi o efeito da conscientização, baseada na reflexão, compreensão e na busca da transformação do seu “eu” e da sociedade.

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