18 setembro de 2014 Artigos Nenhum comentário

Por Carolina Rosa Benvenuto para Ação Gerencial

Dando continuidade à série de artigos sobre “Pipeline de Liderança”, que descreve seis passagens para entender as exigências de liderança necessárias de uma organização, abordaremos neste mês a terceira passagem: “Gerenciar Gerentes para Gerenciar uma Função”.

Criado por Ram Charan, Stephen J.Drotter e Jim Noel, o Pipeline de Liderança é baseado no trabalho “Encruzilhadas Críticas de Carreira, desenvolvido por Walter Mahler e Stephen J. Drotter.

Na primeira passagem, “Gerenciar a Si Mesmo para Gerenciar os Outros” vimos que o gestor precisa valorizar o trabalho de gestão por meio da delegação, monitoramento do desempenho, feedback, coaching, para que além de cumprir suas tarefas, ele apoie a equipe para que ela produza de maneira satisfatória.

Na segunda passagem, “Gerenciar a Si Mesmo para Gerenciar Gerentes” o foco de atuação são as tarefas de fato gerenciais com visão sistêmica e estratégica, desenvolvendo, avaliando progressos e orientando seus gerentes.

Já a terceira passagem: “Gerenciar Gerentes para gerenciar uma função” é marcada pela habilidade de comunicação requerida e pela capacidade de fazer escolhas em prol da organização, da lucratividade e da vantagem competitiva em longo prazo e não estratégias isoladas para uma área em curto prazo.
Por interagir com dois níveis de gerentes antes de chegar à operação, o gerente operacional precisa desenvolver novas habilidades de comunicação. É necessário ouvir mais do que falar, coletar ideias e informações externas com clientes e fornecedores, e no cenário interno, com seus colegas de trabalho, para adotar posicionamento e estratégias coerentes.

É comum nesta fase o gerenciamento de áreas com a quais o gerente operacional não possui familiaridade. Dessa forma, ele precisa estar aberto a aprender o que não sabe em parceria com outras pessoas, empenhando-se em compreender e valorizar outras funções, abrangendo sua área de atuação.

Gerenciar gerentes para gerenciar uma função requer também maturidade gerencial, pois será preciso agir como um líder, pensar como um empreendedor e saber o suficiente sobre a estratégia e desafios do negócio, condições competitivas e prioridades para desempenhar bem sua função. Para tanto, será necessário delegar a responsabilidade de supervisionar a outros profissionais, pois precisará adotar uma liderança eficaz, com uma perspectiva mais ampla e em longo prazo de suas estratégias operacionais, com o objetivo de impulsionar os negócios e ganhar vantagem competitiva sustentável frente a seus concorrentes ao invés de vantagens imediatas.

Outras competências necessárias para o sucesso nesta passagem são: habilidade para trabalhar em equipe com outros Gerentes de Operações e a capacidade de competir por recursos, conquistando-os para realizar as estratégias de sua unidade alinhadas com as do negócio.

Vale ressaltar também, que o bom gerente operacional deve saber no que as pessoas estão trabalhando, se estão sendo orientadas, desenvolvidas e recompensadas adequadamente.

No próximo mês, abordaremos a quarta passagem: “de gerente operacional a gerente de negócios.” Aguardem.

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