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Pesquisadores da Universidade de Oklahoma e da Universidade Oregon State entrevistaram 450 trabalhadores e gestores americanos para entender a natureza, as causas e as consequências do estilo de demissão dos empregados (no final deste artigo tem um infográfico feito pela revista Harvard Business Review com essas informações). As descobertas foram valiosas e, se encaradas pela ótica certa, podem representar um grande aprendizado para líderes e gestores.

Os pesquisadores perceberam que metade das decisões dos funcionários de se desligarem da empresa não seguem o roteiro normal ou esperado: comunicar à chefia imediata, explicar os motivos da decisão e acertar os detalhes do aviso prévio. Eles concluíram então que o estilo de se demitir varia muito e pode demonstrar como o colaborador vinha se sentindo dentro da empresa. Para os pesquisadores ficou claro que a forma de se desligar era influenciada pela opinião do colaborador sobre o tratamento recebido na organização: quem não tinha do que reclamar, seguia as “vias normais”; já quem estava insatisfeito enxergava na demissão uma chance de “dar o troco” na empresa ou no chefe, optando, por exemplo, por uma saída impulsiva, esquivada ou mesmo agressiva.

Se à primeira vista um pedido de demissão pode parecer ruim, olhando com atenção é possível perceber que as demissões são ótimos dados para serem trabalhados pela Gestão de Pessoas. Afinal, a maneira como um colaborador deixa seu emprego diz muito sobre o que ele sente em relação à empresa. Um número grande de pedidos de demissão “problemáticos”, por exemplo, pode indicar insatisfação. A partir daí é possível investigar e encontrar a raiz do problema: falha de gestão, remuneração ruim, ambiente de trabalho tóxico, divergências com a chefia imediata etc.

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Escrito por Ação Gerencial