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Se um alto diretor da sua empresa bater agora na porta da sua sala perguntando se, do ponto de vista da Gestão de Pessoas, é viável estrategicamente terceirizar alguma atividade do negócio, você saberia o suficiente para respondê-lo?

De olho nas reformas políticas em votação no Congresso Nacional, decidimos falar essa semana sobre a terceirização. Afinal a atuação do gestor de pessoas não é restrita aos processos do dia a dia, o que torna fundamental entender o impacto de algumas decisões políticas e econômicas no cotidiano das empresas.

Contexto

A terceirização é um dos pontos polêmicos nas reformas em andamento no Brasil. Aprovada e sancionada pelo governo, a nova lei altera e acrescenta dispositivos à legislação anterior sobre trabalho temporário e terceirizado. Veja abaixo os principais pontos que foram incluídos ou modificados:

Maio - 02-05-01

Mudanças

Para os gestores e diretores, a alteração mais impactante é a possibilidade de terceirizar praticamente todas as atividades da empresa. Por exemplo: uma fabricante de parafusos que terceirizava apenas as atividades-meio do negócio (limpeza, recepção, segurança), agora pode terceirizar também as atividades-fim (fabricação e venda dos parafusos).

Qual deve ser o posicionamento do Gestor de Pessoas?

Orientar as decisões relativas à mão de obra é uma das funções mais importantes da Gestão de Pessoas dentro de uma organização. Por isso é fundamental estar por dentro das decisões que influenciam a economia do nosso país.

No caso da terceirização o profissional de Gestão de Pessoas pode contribuir com as seguintes ações:

  • faça um levantamento da mão de obra atual;
  • antes de qualquer decisão proponha à direção da empresa uma avaliação de desempenho dos colaboradores e um mapeamento de competências;
  • pontue os aspectos positivos e negativos da terceirização sob o ponto de vista social/humano (principalmente o problema da alta rotatividade);
  • leve em conta as normas internacionais (como a SA 8000) e os pontos da legislação nacional que porventura possam entrar em conflito e colocar em risco a certificação da empresa.

Gostou das nossas dicas? Tem alguma para acrescentar? Comente, interaja, compartilhe!

Escrito por Ação Gerencial