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Assessoria em Recursos Humanos



COMPETÊNCIAS DO PROFISSIONAL QUE GERENCIA PESSOAS NUM MUNDO EM TRANSFORMAÇÃO

Sandra Ribeiro Fortes

Consultora de Desenvolvimento Humano Ação Gerencial

As transformações ocorridas no mundo do trabalho a partir dos anos 80, constituindo formas de produção flexíveis, inovação científico-tecnológica aplicada aos processos produtivos, e novos modos de gerenciamento da organização do trabalho e do saber dos trabalhadores, fazem com que as empresas repensem a sua forma de gerir pessoas na busca de qualidade e aumento de produtividade.

O trabalhador adestrado, característico do modelo fordista, deixa de atender aos requisitos do novo padrão produtivo.

Este, portanto, deve ser capaz de operacionalizar seu conhecimento profissional de modo integrado às suas aptidões e vivências socioculturais. É necessário um profissional capaz de interpretar dados e sinais emitidos pelos novos sistemas autômatos, agindo pró - ativamente a partir desses dados, atuando como agente do processo de inovação.

Em vez de ser responsável por uma só tarefa, o que caracterizava a especialização, solicita-se que ele cumpra diversas tarefas, que seja polivalente ou multifuncional, demonstrando responsabilidade pelo seu processo de trabalho. A rígida divisão entre trabalho mental e manual tende a ser eliminada.

"Até agora, afirmavam gerências e responsáveis, avaliamos e gerenciamos nossa mão-de-obra levando em consideração suas habilidades corporais: sua destreza, a habilidade de seus gestos, sua rapidez na execução de tarefas. A partir de agora, precisamos gerenciá-la levando em consideração, prioritariamente, a solicitação que é feita a seu entendimento do processo de trabalho. Passa da solicitação do corpo à solicitação do cérebro..." Zarifiam-2001.

Tudo isso representa um forte impacto sobre o perfil de gestores e de colaboradores que as empresas esperam encontrar nas próximas décadas. Exige-se cada vez mais das pessoas uma postura voltada para o autodesenvolvimento e para a aprendizagem contínua. Para desenvolver este novo perfil é preciso que as empresas parem de investir apenas em conhecimentos técnicos e passem a valorizar e privilegiar o desenvolvimento de competências comportamentais.

O líder enfrenta no dia a dia, inúmeros desafios sejam estes referentes aos processos e negócios empresariais, sejam referentes a gerir pessoas e cada vez mais, está exarcebada a busca constante por líderes "perfeitos", que saibam lidar com a própria motivação, com a diversidade da equipe, influenciar pessoas neste novo contexto e aumentar produtividade.

Só com o surgimento das sociedades modernas e, mais particularmente, com a diferenciação da divisão do trabalho, foi que o indivíduo separado se tornou um ponto de atenção. A idéia de que cada pessoa tem um caráter único e potencialidades sociais que podem ou não se realizar é alheia à cultura pré-moderna. (Giddens-2002)

Com o cenário acima descrito, pode-se pensar que o maior desafio das organizações é, sem dúvida, propiciar aos seus colaboradores o maior número de informações possível ao entendimento necessário para o seu desenvolvimento profissional e, conseqüentemente, empresarial.

Este trabalho contribui para incrementar a discussão de aspectos que atualmente são questionados nas organizações, acerca das competências requeridas pelo profissional que lidera pessoas no mundo do trabalho em transformação.



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