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Assessoria em Recursos Humanos
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CULTURA ORGANIZACIONAL E DESENVOLVIMENTO
Por Marcilene Almeida - Diretora de Projetos
Muito tem-se falado em mudança. Essa é a palavra de ordem. As empresas e as pessoas têm sofrido os impactos dessas mudanças e tentado acompanhá-las. As relações entre empresas e empregados também estão mudando. As pessoas já não podem permanecer esperando o incentivo da organização para planejar e fazer investimentos nas carreiras. Por outro lado, a organização precisa investir muito e rapidamente em seu pessoal no intuito de desenvolver habilidades que são essenciais para a sobrevivência da empresa. Existe uma responsabilidade de ambas as partes em relação à carreira dos profissionais. O investimento deve ser mútuo e a expectativa de resultado também.
Como todo investimento tem um “quê” de risco, também nesse caso não é diferente. A empresa pode investir e perder o colaborador para o mercado ou o colaborador pode ser dispensado após ter investido em melhorar suas competências. Isso é natural.
O que não pode ou não deveria acontecer é o desperdício de recursos, ou seja, investir sem o devido planejamento ou preparo das pessoas e do ambiente organizacional.
Quando uma empresa decide fazer o desenvolvimento das competências dos seus colaboradores, seja dos líderes ou da equipe, um importante cuidado é preparar o ambiente e a cultura da empresa para que o treinamento seja efetivo. O alcance dos objetivos depende, em grande parte, da estrutura e da cultura organizacional. É vital que haja coerência entre aquilo que se deseja alcançar e o que se pratica. Se uma empresa quer treinar a capacidade de seus líderes para serem empreendedores ela deve aceitar pessoas ousadas, incentivar que corram riscos e tenham iniciativa para agir sem temor de errar. Nesse caso, o ambiente deve deixar claro que o erro é oportunidade de aprendizado. Caso contrário pode ser perda de tempo tentar desenvolver a habilidade empreendedora.
Pensando numa organização como um sistema dinâmico e vivo, os problemas e desafios singulares devem ser considerados enquanto influenciadores do comportamento de gerência e evolução da liderança (SCHEIN, 1996).
Sendo um organismo vivo, a organização tanto influencia quanto é influenciada pelas pessoas de maneira sistêmica de tal modo que as mudanças são constantes. Esse é o processo que possibilita o desenvolvimento, uma vez que a transformação é inerente a ele. Sendo assim, a cultura pode ser favorável ao desenvolvimento de pessoas, desde que tenha os elementos básicos para se cultivar aquilo que é almejado.
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