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LIDERAR PESSOAS Y, UM DESAFIO A MAIS NA SUA ROTINA
Por Marcilene Almeida - Diretora de Projetos da Ação Gerencial
Falar sobre a geração Y tem sido comum e constante em revistas e sites. Esse tema tem sido abordado de diversas maneiras e, de certa forma, tem causado certa inquietação nos profissionais, principalmente aqueles que gerenciam pessoas. Alguns devem estar se perguntando como deverão lidar com as características que esses jovens apresentam.
Bem, quem lidera equipes vai se deparar com questões que envolvam o modo peculiar de comportamento dos Y, mais cedo ou mais tarde. Os líderes serão aqueles que mais sofrerão os impactos dessa “turma” que está chegando ao mercado. Liderá-los será um desafio a ser superado e vai demandar uma revisão das próprias atitudes e modelos mentais.
Como, para todo e qualquer líder, espera-se uma postura flexível e corajosa, aquele que tiver essas características terá grandes chances de ser bem sucedido. Além disso, é preciso reavaliar valores e o próprio comportamento para encarar com naturalidade a irreverência e autonomia para não confundi-las com insubordinação ou desrespeito. As pessoas Y questionam o líder como o fazem com qualquer pessoa.
Um líder deve estar sempre aberto a aprender com seus liderados e aproveitar o que eles têm de melhor. Esse pode ser o grande trunfo para lidar com profissionais Y, pois em se tratando de comportamentos eles podem ensinar muito.
Os Y vão trazer novidades para o ambiente empresarial e questionar o status quo. Por outro lado apreciam a sabedoria dos mais velhos e conquistar a confiança deles pode ser o primeiro passo para uma parceria valiosa para o próprio líder e para a empresa. O que os Y vão buscar é a experiência dos mais velhos.
Essa dobradinha poderá dar certo, a soma da sabedoria com a disposição para o novo e a necessidade de orientação.
Uma pesquisa de Lee Hecht Harrison indicou que mais de 70% dos trabalhadores mais velhos estão desvalorizando as habilidades dos trabalhadores mais jovens e, perto de 50%, diz que os mais jovens estão desvalorizando as habilidades dos companheiros de trabalho mais velhos.
As empresas têm um desafio pela frente, preparar o ambiente e a cultura para acolher e reter os jovens que estão chegando ao mercado de trabalho.
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